BENEFÍCIOS DO ENSINO HÍBRIDO NO CENÁRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Blended
Learning e suas contribuições para as Escolas
INTRODUÇÃO:
O presente artigo visa apresentar o
modelo mais adotado no atual cenário em que estamos vivendo, dentro do campo
educacional, o Ensino Híbrido ou o termo em língua inglesa “Blended Learning”.
Estamos inseridos no mundo tecnológico,
onde é notório no meio acadêmico adotar em práticas pedagógicas ferramentas e
recursos tecnológicos que vão auxiliar a aprendizagem de diferentes alunos.
Sabe-se que as aulas expositivas não
atendem as necessidades de aprendizagem de todos os alunos, ainda é meio
excludente, pois cada aluno tem um ritmo de aprendizagem e precisa de recursos,
por exemplo as TIC, que auxiliarão nesse processo de aquisição de
conhecimentos.
E para Valente (2007, p 81)
“a sala de aula tradicional é um subproduto do industrialismo, idealizada na
concepção de linha de montagem”.
O modelo de Ensino Híbrido traz um
pressuposto de que não há uma única forma de aprender e consequentemente
também, não existe uma única forma de ensinar dentro das escolas.
DESENVOLVIMENTO:
De acordo com Valente (2014, p.84) “ O
Blended Learning ou modelo híbrido de educação, combina atividades presenciais
e atividades educacionais a distância, realizadas por meio de tecnologias
digitais de informação e comunicação (TDIC), ou seja, consiste em um “um
programa de educação formal que mescla momentos em que o
aluno estuda os conteúdos e instruções usando recursos online, e
outros em que o ensino ocorre em uma sala de aula, podendo interagir com outros
alunos e com o professor”.
No presente cenário em que estamos
vivendo, de isolamento social, como docentes precisamos de uma forma rápida e
exigindo muita formação continuada, adotar novas metodologias para
prosseguirmos nossos trabalhos com os alunos atendendo as necessidades de
diferentes alunos, que tiveram um contato físico no início do ano letivo dentro
das salas de aulas.
Houve uma apresentação do plano de
ensino no início do ano letivo, porém no atual momento, não pudemos dar
sequência , por isso, faz- se necessário usar os recursos e ferramentas
tecnológicas para promover aprendizagem e interação com os alunos dentro e fora
da escola.
Segundo Christensen, Horn e Staker
(2013, p.3) “esta forma híbrida é uma tentativa de oferecer o melhor dos dois
mundos, sendo estes o virtual e o presencial”.
CONCLUSÃO:
Portanto, a adoção de uma metodologia
de ensino virtual que aproxima a realidade do aluno com professor/ Escola, é a
crucial solução para encurtarmos distâncias, construirmos pontes e darmos
sequência no processo de ensino-aprendizagem das escolas básicas de nosso país.
Pois conforme Santos (2002, p.426) “um
ambiente virtual é um espaço fecundado de significação onde seres humanos e
objetos técnicos interagem, potencializando assim, à construção de
conhecimentos, logo a aprendizagem”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CHRISTENSEN, Clayton. M.; HORN Michael. B.; STAKER, Heather. Ensino
híbrido: uma inovação disruptiva? Uma introdução à teoria dos híbridos. [S.
l.], Clayton Christensen Institute, Maio, 2013. Disponível em:
https://www.pucpr.br/wp-content/uploads/2017/10/ensino-hibrido_uma-inovacaodisruptiva.pdf.
Acesso em: 12 abr. 2018.
SANTOS, Edméa Oliveira. Ambientes
Virtuais de Aprendizagem: por autorias livres, plurais e gratuitas. Revista da
FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v.11, n.18, p.417-424,
jul./dez. 2002.
VALENTE, José Armando. A crescente
demanda por trabalhadores mais bem qualificados: a capacitação para a
aprendizagem continuada ao longo da vida. In: VALENTE, José Armando; MAZZONE,
Jaures; BARANAUSKAS, M. Cecília C. (Orgs.). Aprendizagem na era das tecnologias
digitais. São Paulo: Cortez: FAPESP, 2007. 272 p. ISBN 9788524913471.
VALENTE, José Armando. Blended learning
e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar
em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial, n. 4, p. 7997, 2014. Disponível
em: http://www.scielo.br/pdf/er/nspe4/0101-4358-er-esp-04-00079.pdf. Acesso em:
27 fev. 2018.

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